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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Em Chaval, pai leva filho dentro de caixa de sapato depois do aborto.


No dia 31 de Maio de 2011, recebi um pedido de socorro de um grande amigo, o irmão João conhecido por (Joãozinho), ele estava desesperado pelo fato de sua cunhada estava sangrando muito e com grande risco de perder o filho, pois a mesma estava grávida de 05 (cinco) meses, ao chegar na residência da gestante me deparei com uma cena triste e lamentável, a mulher já tinha abortado e não podíamos fazer mais nada. Segundo o cunhado, ele teria ido até o Hospital a procura de uma ambulância até que encontrou o veículo, mas não tinha motorista. Depois de meia hora, ao sair para a unidade médica em busca da ambulância me deparei com veículo que estava sendo conduzida pelo motorista conhecido por Marcelo. Ao chegar na casa da gestante a enfermeira ou auxiliar de enfermagem, fez os primeiros atendimentos e levou a paciente para a unidade médica. O pai e a familiares chegaram desesperados relatando as inúmeras vezes em que recorreram em busca de atendimento médico e segundo o próprio esposo por três vezes eles foram mandados de volta para casa, porque aquele sangramento na mulher era normal segundo os médicos. Pode uma coisa desta, o final desta historia é triste: o pai levou o filho ainda com seu coraçãozinho batendo dentro de uma caixa de papelão para terminar os seus últimos minutos de vida em casa, segundo o pai estava seguindo a orientação médica que fez um pedido para ele (enterre bem cedo), talvez se houvesse uma UTI neonatal esta criança ainda estaria viva. Inconformado com esta barbaridade, apresentei o fato para o Promotor Dr. Franke para que o mesmo tomasse as medidas cabíveis, e também registramos na Policia Civil e pedimos uma abertura de inquérito para apurar os fatos se houve ou não negligência do hospital, e encontramos os culpados por este triste episódio. Afinal os pais não receberam nem a certidão que a criança estava viva ou morta. 
Só sei que o hospital de Chaval, segundo médicos de Parnaíba e Camocim, está bom de fechar pois não tem nem os procedimentos simples, só tem é gastos e mais gastos, a falta de medicamento é permanente, entre outras ações que é de responsabilidade da unidade temos que tomar uma atitude enérgica para solucionar este grave problema.

Veja o depoimento da família na polícia civil.

Um comentário:

  1. É lamentável ler uma matéria dessa e comenta-la, mas vamos lá, isso que ocorreu com minha cunhada é uma falta de respeito aos direito de saúde, principalmente, quando ocorre um aborto por falta de uma UTI neonatal e principalmente por a falta de médicos responsáveis que só pensa em receber seus plantões em dias pago com o dinheiro público, eu me pergunto até quando o povo chavalense precisar sair de sua cidade natal e ter seus filhos numa cidade distante, que direito é esse de não poder nem nascer seus filho na cidade que habita? isso é uma calamidade pública e precisa rápido ser resolvido, pois isso pode acontecer com outras família, mais uma vez eu fico a imaginar o tamanho e real situação de minha cidade natal, mas isso é reversível e sei que em breve isso vai mudar, Chaval acorde pra dias melhores!!!

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